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Ação integra estudo global que pretende desenvolver medicamento mais eficiente para os casos graves da doença.

OInstituto de Pesquisas L2 IP está recrutando pacientes do Distrito Federal e Entorno com insuficiência cardíaca para participar de um estudo mundial que pretende desenvolver um medicamento mais eficiente para o tratamento da doença. As inscrições vão até o fim de março.

Durante seis meses, os pacientes receberão remédios, farão exames e serão acompanhados de perto por renomados médicos da cidade. Tudo isso de forma gratuita. O perfil buscado é de pessoas que sofram dos casos mais graves de insuficiência cardíaca e que possuam problemas renais oriundos da doença. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (61) 3445-4300 ou pelo WhatsApp (61) 98296 0015.

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração se torna incapaz de bombear o sangue de maneira adequada para o corpo, o que pode ser causado porque o órgão não tem força para contrair ou porque fica tão rígido que não consegue relaxar.

“São indivíduos que já foram acometidos por outras enfermidades, como infarto, doença coronariana, doença de Chagas, que têm colesterol alto, hipertensão ou enfrentam a diabetes há mais de 20 anos. No estágio mais grave, essas pessoas sentem cansaço extremo ao subir uma escada ou ao caminhar um trecho curto”, explica o diretor do L2 IP, Eduardo Vasconcellos, médico especialista em endocrinologia e geriatria.

Segundo o especialista, a faixa etária mais afetada pela doença é a de idosos. “Via de regra, eles têm mais de 60 anos. É claro que pode acontecer com pessoas mais jovens, porém é pouco comum”, acrescenta.

O médico Eduardo Vasconcellos é especialista em endocrinologia e geriatria pela UFRJ e pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos

A insuficiência cardíaca afeta 2,8 milhões de pessoas no Brasil e é responsável por 219 mil internações por ano, de acordo com o Ministério da Saúde.

Além disso, é uma das principais doenças que atinge o coração e tem um índice de letalidade de duas a três vezes maior do que cânceres avançados, como o de intestino e o de mama.

Sobre o estudo

No total, 45 centros de pesquisas irão selecionar 280 pacientes para fazer parte do estudo. Além do Brasil, participam Rússia, Polônia, República Tcheca, Hungria, Romênia, Dinamarca, Inglaterra, Estados Unidos e Canadá.

Setenta pacientes serão brasileiros, recrutados por sete instituições do país. Em Brasília, somente o L2 IP foi escolhido e acompanhará 11 pacientes. Eventualmente, o número poderá ser ampliado, dependendo da quantidade de perfis que se encaixem nos pré-requisitos do estudo. O instituto brasiliense já participou de mais de 30 investigações de diversas patologias. Dentre elas, mal de Alzheimer, osteoporose e complicações renais do diabetes, como a nefropatia.

O estudo encontra-se em fase final, o que significa que já foi validado em outras duas etapas. Se obtiver sucesso, o novo medicamento estará apto para aprovação nos órgãos reguladores e poderá ser comercializado.

De acordo com o dr. Eduardo Vasconcellos, a droga deverá reduzir a quantidade de fármacos usados pelos pacientes com insuficiência cardíaca. “Será um medicamento auxiliar aos demais usados consensualmente na insuficiência cardíaca. Ao utilizá-lo , os pacientes teriam mais rapidamente alívio de sintomáticas como cansaço e angina (dor no peito) e usarão menos diuréticos”, destaca.

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