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Pacientes do DF e Entorno com Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa poderão receber consultas, remédios e exames gratuitamente.

OInstituto L2 IP está recrutando pacientes do Distrito Federal e do Entorno diagnosticados com Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa – doenças inflamatórias intestinais crônicas – para participar de um estudo global que pretende desenvolver novos tratamentos para essas enfermidades.

Segundo a gastroenterologista Luciana Teixeira de Campos, médica responsável pela pesquisa no instituto, há sintomas comuns entre as duas doenças. Entre eles: dores abdominais, diarreias constantes, fadiga e perda de peso.

“São males que afetam a qualidade de vida dos pacientes, e os fármacos disponíveis ainda não são capazes de fazer o controle de todos os casos. Isso fez com que a comunidade científica se mobilizasse para buscar novos tratamentos mais eficazes”, explica.

Igo Estrela
A médica Luciana Teixeira Campos é especialista em enfermidades gastrointestinais e vai conduzir a seleção de pacientes para o estudo do novo tratamento para a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa

Os selecionados serão acompanhados por médicos considerados referência no DF e terão todo o tratamento custeado pela pesquisa. Para participar é necessário ter no mínimo 18 anos. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (61) 3445-4300 ou pelo WhatsApp (61) 98296-0015.

Doença de Crohn X retocolite ulcerativa

Uma das principais diferenças entre as enfermidades é a área afetada pela infecção. A Doença de Crohn pode atingir todo o sistema digestivo, mas acomete especialmente a parte inferior do intestino delgado e o cólon. Já a retocolite ulcerativa atinge, exclusivamente, a mucosa que reveste o intestino grosso e provoca lesões contínuas nas áreas em que se manifesta, caracterizadas pela presença de sangue nas fezes.

De acordo com a gastroenterologista Luciana Campos, homens e mulheres são igualmente afetados e em diferentes idades. As causas das inflamações ainda não foram definitivamente comprovadas, mas as hipóteses mais aceitas são as de que aspectos ambientais, genética e resposta inadequada do sistema imunológico podem contribuir para o desenvolvimento.

Na avaliação da especialista, que também é professora universitária e atende no Hospital de Base, tanto a Doença de Crohn quanto a retocolite ulcerativa costumam ser de diagnóstico difícil.

“Essas doenças, no passado, acometiam um número muito menor de pessoas, mas a proporção está crescendo aqui no Brasil. Além disso, elas se confundem com outras. Às vezes, no início do quadro, um médico pode interpretar como uma parasitose, uma verminose. Então, pode demorar até um profissional fazer o diagnóstico correto após a realização dos exames definitivos”, afirma a especialista.

Segundo pesquisa conduzida pelo Centro de Doença Inflamatória Intestinal, clínica privada situada em Campo Grande, publicada no periódico americano Dovepress, o brasileiro leva, em média, 62 meses para receber o diagnóstico correto de uma crise crônica e debilitante no trato digestivo.

Nova perspectiva

A gastroenterologista explica que os novos tratamentos que estão sendo desenvolvidos tiveram resultados positivos nas duas primeiras fases de testes. “São drogas biológicas [produzidas a partir de organismos vivos] que pretendem, além de aumentar a qualidade de vida dos pacientes, cicatrizar o intestino, evitando procedimentos invasivos, como cirurgias, e buscando a cura da inflamação”, destaca.

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